Conheça-me

Prazer,meu nome é Bernardo,e edito a página de Cultura,mais necessariamente sobre Cinema,Séries de TV,Música,Literatura e Cultura Popular. Também estou no http://desperateformovies.blogspot.com.br/.

Pretendo Seguir carreira em Jornalismo ou Direito (ainda não me decidi),então quero muito saber a sua opinião sobre meus textos e críticas.Não é porque você é leigo que não pode dizer algo,todos temos algo a falar.

Deixe Seu Comentário ou Sugestão,vamos nos dar muito bem :D

Saiba da História

Em 2009 escrevia um blog,mas não foi a diante porque eu não sabia escrever e não tinha atitude e maturidade suficiente para levar a diante o projeto.

Mas depois de muitos comentários positivos sobre minhas críticas cinematográficas,resolvi em 2012,começar um novo projeto - o  Desperate For Movies (http://desperateformovies.blogspot.com.br/),que desde então só tem me dado alegrias.

Felizmente,nas minhas buscas na internet,achei pessoas qe compartilhavam o mesmo gosto pela escrita,pelas resenhas,críticas sociais,politicas,culturais e etc.

Espero que você goste desse novo projeto. :D

Brasil: Um País Decadente

Se você ja é um leitor assíduo sabe que meus textos de opinão são exclusivamente dedicados as críticas de filmes e em breve a primeira sobre a ja cancelada "The Mob Doctor". Mas hoje venho com um texto muito diferente do que normalmente escrevo para vocês.
Hoje fui ao cinema assistir "A Hora Mais Escura" (em breve você ja vai ler a crítica),mas infelizmente os mesmo problemas se repetiram,não com o filme,porque o novo longa de Kathryn é excelente,mas com o cinema,o mísero público e a estrutura do cinema.
Eu não gosto de citar nomes,mas acredito que dizendo que a rede que assisti o filme é da Cinépolis,vocês poderam ficar mais alertas na próxima vez que assistirem um filme nesta rede. E antes de fazer a verdadeira reclamação gostaria de ser um pouco eufemista se você me permite. Quando fui assistir "Gonzaga - De Pai Pra Filho" em Novembro,na mesma rede,fiquei muito frustrado porque o filme estava programado para às 12:30 na internet,mas la no telão estava marcado para às 12:40,tudo isso não seria um problema,porém ao chegar na sessão (acredite se quiser) eles esqueceram de colocar o filme para rodar, e o pior é que se a minha acompanhante não tivesse ido até la fora e resolvido o problema,iria passar toda a hora do filme e os funcionários da rede não dariam a mínima. Mas apesar disso fui muitas vezes no cinema de la, pois é a única rede de Santa Catarina que oferece salas Vip's e Macro Ex. No entanto,"A Hora Mais Escura" estava programada para a mesma sala 8,que no qual foi a que assisti "Gonzaga" em Novembro. A coincidência? A metragem apagou duas vezes e ninguém fez nada,até uma senhora muito educada sentada a minha frente fazer a gentileza de comunicar as bem dispostas e empenhadas funcionárias, que a metragem estava com problema. Pode isso produção?
E se isso ja não era o bastante, na primeira vez que a metragem caiu,um cara super mal educado começou a falar no celular por longos minutos, e depois que desligou, voltou a falar nos minutos finais do filme. E o pior de tudo é que depois descobri que ele era uma espécie de gerente,ou algo importante, daquela rede de cinemas. E ele era a pessoa para dar o exemplo e fazer alguma coisa perante a queda da metragem.
Porém,isso ja não é a primeira vez que acontece. Esse evento,de pessoas falando duarnte o filme,aconteceu comigo nas sessões de "Atividade Paranormal 3","O Vencedor","Os Muppets","Os Agentes do Destino","De Pernas Pro Ar 2" e a choradeira patética ao final de "Amanhecer - Parte II".
Esse acontecimentos reforçam novamente minha tese que daqui a pouco sair de casa para ir num teatro ou cinema não seram mais possíveis por causa de acontecimentos como esse e de pessoas burras e mal educadas. E se você esta pensando em locadora, desista,porque os serviços de Streaming como Crackle e Netflix vão tomar o lugar delas,em outras palavras, os downloads piratas e esses serviços de filmes e séries pela internet vão destruir o império das locadoras no Brasil e aquilo que nunca chegou a ser um hit no Brasil - ir ao cinema.
Fico muito triste em compartilhar isso,porque hoje quem compra mais CDs? Tenho orgulho de dizer que compro,porque eu adoro ter uma cópia física de um bom disco em casa, como "The Truth About Love" de P!nk e "I Am...Sash Fierce" de Beyoncé. E não ter um iTunes cheio de músicas e não lembrar das músicas que foram lançadas ano passado.
Se o brasileiro não começar a empreder a se comportar,ter educação,vontade de trabalhar e ter boas escolhas de filmes,porque "João e Maria" ficar três semanas em primeiro lugar nas bilheterias é coisa de país sem cultura,podemos dizer que o Brasil continuará em inércia. E se isso voltar a se repetir,coisa que tenho certeza que vai acontecer,esse páis nunca vai para frente,e continuará tendo Renan Calheiros como presidente do Senado,José Sarney e sua familía dominando o Maranhão e vamos continuar vendo essas atitudes ficando ainda piores.

Parker

Chamem-me me hipócrita, mas uma das únicas razões que me fizeram ir aos cinemas assistir "Parker" foi a presença de Jennifer Lopez no elenco, porque se você ver o trailer verá que não há nada de interessante e de inovador, e se der uma olhada na aprovação da crítica americana você não vai ficar assim tão empolgado como deveria para levantar dessa cadeira agora e ir para o cinema. Mas antes, relaxa, leia o que temos a dizer sobre o maior novo filme do vencedor do Oscar Taylor Hackford.
Depois que é (quase) morto por seus comparsas que lhe ajudaram a roubar uma feira de Ohio, Parker jura vingança a todos os que viraram as costas para a ele, e promete recuperar sua parte no roubo, claro. Mas ele não vai conseguir isso com tanta facilidade sem a ajuda de alguém que reconheça o "campo", é aí que entra Leslie Rodgers, uma corretora de imóveis que luta por uma comissão gorda, ainda mora com a mãe e esta a ponto de ter seu carro levado a leilão, por não pagar as prestações do mesmo. Mas juntos eles vão dar um golpe milionário? Vão viver felizes para sempre? Parker vai honrar sua promessa? Leslie vai conseguir desencalhar e pagar o que deve? Sei la, o filme ja esta em cartaz.
Se você é daqueles telespectadores enjoados que reclamam de tudo e deixam de assistir um filme como esse, por causa da atriz que é mais bonita que você ou porque você considera todo o elenco ruim, vou lher dar dois conselhos: o primeiro seria terminar de ler esse post e nunca mais entrar no meu blog de novo, porque prefiro perder um leitor do que escrever para ignorante, e segundo, você não sabe o que esta perdendo, pois mesmo que o roteiro de "Parker" seja muito "mais do mesmo" o conjunto da obra é puro entretenimento, desde as belas curvas de Jennifer Lopez até as lutas muito bem coreografadas.
O diretor Taylor Hackford, que é o atual presidente do Sindicato dos Diretores, executa um filme com muita segurança e sabedoria do que quer, sem dar muitas voltas ou cair na repetição. Taylor, recupera sua boa fase deixada para trás quando dirigiu "Ray" e deu o Oscar para Jamie Foxx, pois no seu trabalho anterior que é o filme "Rancho do Amor", destacava apenas as qualidades artísticas de Helen Mirren, mas que em momento nenhum imprimia a marca do diretor. Aqui, felizmente ele consegue essa marca de volta. Ja o roteiro escrito por John J. McLaughlin é, infelizmente, muito "mais do mesmo", ou seja, não traz nada de novo para o gênero, repetindo fórmulas antigas que ironicamente, funcionam muito bem aqui, como o felizes para sempre no final e a mensagem (que eu não recomendo que você siga) que o crime compensa, sim. Enfim, é um roteiro que mostra muito pouco o potencial que esse roteirista tem, pata você ter uma ideia de quão bom ele é, só ver seus trabalhos anteriores, que foram: "Cisne Negro","Hitchcock" e dois capítulos da minissérie de Tony Scott - "Coma".
No elenco temos, Jason Statham um ator que não saí do lugar, esta a anos por inércia fazendo praticamente o mesmo filme todo ano, o único trabalho que ele fez diferente do gênero ação, foi a deliciosa animação "Gnomeu & Julieta" em 2011, fora isso todos foram a mesma coisa. No entanto, aqui ele começa a demonstrar seu desejo de fazer coisas novas. Tomara mesmo. Nicki Nolte tem escolhido uns papéis muito diferentes para ter seu retorno definitivo aos cinemas depois do espetacular "Guerreiro", ja vimos Nicki ser o prefeito de Los Angeles em "Caça aos Gângsters" ser um apostador no ramo de corrida de cavalos na injustiçada "Luck" e agora encarna um....autônomo? Porque a profissão dele não é bem explicada, sabemos que ele é o cara que arruma os serviços para Parker. Enfim, um papel que não faz merecer seu talento. Infelizmente. Michael Chiklis é um ator que tem me dado muita pena nos últimos tempos, pois desde "The Shield" ao lado de Glenn Close ele não consegue um trabalho de sucesso, pois "No Ordinary Family" por mais que fosse uma série muito agradável foi cancelada pela ABC em apenas um ano de produção, agora tivemos "Parker" que fracassou nas bilheterias, e "Vegas" que esta certa para ser cancelada na CBS. Ou seja, mesmo ele fazendo um bom trabalho (como faz aqui), não vai conseguir "se achar" tão fácil. Por último mas não menos importante, temos Jennifer Lopez, que ao subir no palco como jurada do American Idol em 2011, viu sua carreira dar um salto, ou melhor, um reviravolta, pois assim que ela lançou "On The Floor" em parceria com Pitbull (vídeo que obteve mais de 660 milhões de acessos) ela estava pronta para lançar seu novo álbum após 4 anos longe dos estúdios: "Love?", o que não parou por aí, ja que logo em seguida ela ja estava listada no mega elenco do divertidíssimo "O Que Esperar Quando Você Está Esperando" e integrava o elenco de vozes do morno "A Era do Gelo 4". Até que em 2012, Jennifer decidiu mudar não só na música, mas deixou o time de jurados do "American Idol", pediu o divórcio no momento que gravava esse filme e felizmente, mostra que esta decidida a mudar de vida, porque aqui, ela é sem dúvida a melhor do elenco. Como saber que ela esta mudando para melhor? Foi o fracasso do filme nas bilheterias.
Se eu fosse você iria aos cinemas assistir "Parker", porque essas outras bobagens que estão em cartaz, serão "remakizadas" em alguns anos.
Nota: 7,5

Oz: Mágico e Poderoso

Quando um canal de TV ou uma produtora acha sua galinha dos ovos de ouro, e por algum motivo essa galinha "morre" ou "deixa de fabricar" ovos, é feita uma corrida desesperada para que outra galinha seja gerada, exemplos disso? A ABC tenta achar a nova "Desperate Housewives" desde que a mesma saiu do ar. E no cinema "Alice no País das Maravilhas" gera o mesmo alvoroço desde que saiu de cartaz e arrecadou mais de 1 bilhão de dólares no mundo todo, e agora, surge a primeira tentativa da Disney achar sua nova galinha dos ovos, será que eles foram bem sucedidos?
A história de "Oz: Mágico e Poderoso" começa quando Oscar, um mágico canastrão, entra num balão de ar para fugir dos brutamontes do circo que trabalha, por ter enganado uma criança de cadeira de rodas. Mas por alguma razão o balão é engolido por um furacão, e Oscar vai parar na terra mágica de Oz, o qual reinam três irmãs: Evanora, Glinda e Theodora. Chegando lá, ele descobre que terá que enfrentar a terrível bruxa do leste, para ter seu trono de volta. Será que ele consegue? Quem será a Bruxa Má do Leste? Qual delas vai se transformar na temida bruxa do Oeste? Essas são perguntas só serão respondidas quando você for ao cinema, coisa que (acredito eu) não deve demorar, certo?
Depois de ver o que Sam Raimi tem de melhor a oferecer ao concluir sua trilogia do Homem Aranha, produzir um bom filme sobre possessões demoníacas em "A Possessão" e escrever um bom roteiro para "Arraste-me Para o Inferno" que só pelo roteiro vale a pena ver o filme, fiquei muito esperançoso com o que poderia ser projetado nas telas na sessão de "Oz", até porque é um musical que me encanta muito, ainda mais quando é Judy Garland á frente. Felizmente, fiquei muito satisfeito com tudo o que vi, principalmente com a direção e a produção artística do filme.
Sam Raimi demonstra aqui uma habilidade muito boa para dirigir grandes elencos, com muitos figurantes e com grandes estrelas, porque como você deve bem saber, dirigir um elenco de estrelas como James Franco,Rachel Weisz,Michelle Williams e Mila Kunis deve ser difícil, pois cada um possui um ritmo, um jeito de se comportar em cena e (principalmente) um ego diferente. E aqui, como em todos os seus outros filmes (com exceção de "Arraste-me Para o Inferno"), ele mostra que é um excelente diretor, e não esta com vontade nenhuma de parar. Sorte a nossa.
Seja qual for o ego ou as exigências desses atores, eles merecem, pois a começar por James Franco que vem de alguns anos sem fazer grandes trabalhos (o último fora o sucesso "Planeta dos Macacos: A Origem"),ele promete não só fazer um bom ano, mas também assume uma difícil tarefa começada lá em "Milk - A Voz da Igualdade": se tornar um ator sério. É claro que não sera com "Oz: Mágico e Poderoso" que ele conseguirá tal feito, mas num ano que ele lança "Spring Breakers","Lovelace" e possui cinco filmes em pós-produção, filmando três filmes e mais dois em pré-produção, sugere-se que "Oz" seja seu grande abre alas. Aqui, Franco entrega performace muito longe do que ele costuma fazer, mas mesmo assim é uma ótimo diversão ve-lo como um mágico fajuta. Michelle Williams vem de anos gloriosos para sua carreira, que agora parece engatada merecidamente, pois só o que ela fez em "Namorados Para Sempre" e (principalmente) em "Sete Dias Com Marilyn", nossa querida Michelle merece toda a atenção possível. Aqui em "Oz", a atriz da um tom muito particular que ela imprime em praticamente todos os seus papéis, de sensibilidade, calma,leveza e sensatez, coisa esta muito difícil hoje em dia. Mila, vem de uma performace muito divertida em "Ted" (a melhor é a cena em que ajunta cocô de uma prostituta no chão da sala), sendo que aqui ela consegue convencer muito como a irmã atormentada, mesmo estando muito longe do que ela pode fazer, mas assim como Franco, ela consegue divertir muito. Rachel Weisz me surpreendeu no papel de Evanora, que era para ser mais um passatempo para a atriz que um dia fez "O Jardineiro Fiel", mas não, Rachel esta muito bem na pela de Evanora e (pasmem) entrega uma performace muito boa. Por enquanto, ela perde apenas para Emma Thompson (de "Dezesseis Luas") na interpretação de uma bruxa no cinema. Ambas arrasaram, como de costume.
O roteiro esta um pouco bobinho sim, mas isso não incomoda de maneira nenhuma, até porque na combinação do roteirista de "A Origem dos Guardiões" e escritor da peça "Rabbit Hole" com o roteirista dos dois "Meu Vizinho Mafioso", só poderia gerar um roteiro (no mínimo) bobo, mas que (repetindo) não incomoda.
Na produção, tudo lembra "Alice no País das Maravilhas", mas nunca é demais ressaltar o bom trabalho da equipe. Danny Elfman é um verdadeiro gênio nas suas composições, e aqui, capricha mais uma vez, com ênfase, no tema de abertura. Gary Jones se mostra um excelente figurinista ao desenhar modelos muito estilosos, com ênfase nas irmãs bruxas. Nancy Haigh consegue ser perfeita ao compor uma direção de arte muito bonita. Vale lembrar que foi ela a responsável pelos cenários de "Bravura Indômita" (2010), "Dreamgirls" e "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas". Por fim, mas não menos importante, está os efeitos visuais feitos pelas empresas responsáveis pelos ótimos efeitos de "Os Vingadores","Prometheus","O Preço do Amanhã" e "João e Maria: Caçadores de Bruxas". Recomendo que você assista o 3D, porque o último tão bom e que valesse tanto a pena foi em "A Hora do Espanto" (da versão mais recente), sendo que posterior a ele, só "Alice no País das Maravilhas" mesmo.
Nota: 8,0

Hitchcock

Ano passado a HBO lançou um ótimo telefilme chamado "The Girl" com Toby Jones,Imelda Stauton e Sienna Miller, que contava a história sobre os bastidores de "Os Pássaros" de 1963 e da relação obssessiva de Alfred Hitchcock (que no telefilme era retratado como uma pessoa repulsiva) e Tippi Hedren (a protagonista do filme). E se la, ja era um ótimo retrato sobre a vida,obra e defeitos de Hitchcock, aqui temos um longa que faz mais que imortalizar Alfred Hitchcock, mas transforma-o numa figura humana,coisa que "The Girl", não deixava muito na cara."Hitchcock" começa com um Alfred Hitchcock em crise, porque depois de ler a crítica de  "Intriga Internacional" ele decide que fará uma coisa nova ,diferente, que seja o filme mais diferente da sua carreira, mas que não possui nenhuma ideia de início. Apartir daí, o longa conta desde a escolha de elenco, a rejeição da Paramount e a ajuda da sua santa esposa Alma Reville nos roteiros até o sucesso esmagador de "Psicose",que fora lançado em apenas 4 salas no país todo.Mas não vá assistir esse belo filme, apenas com o intuito de saber o que aconteceu por trás das câmeras de "Psicose" (até porque verdadeiramente, ninguém nunca vai saber), porque o longa é (acima de tudo) um filme. Não vá pensar que só porque temos um filme sobre os bastidores de alguma produção, que ele será chato, demasiadamente explicativo e artisticamente pobre, pois felizmente, o filme é todo o contrário disso. Ele é muito estiloso,rápido e deixa o público pensar, bem diferente desses documentários que pensam que seu público é alguma espécie de retardado.Anthony Hopkins esta irreconhecível na excelente maquiagem, mas ele não se destaca apenas por encorporar Alfred Hitchcock ou por esta com enchimentos faciais perfeccionistas. Anthony, esta assombroso, numa interpretação que os céticos diziam (depois de assistir o interessante "O Ritual") que nunca mais se repetiria depois de "Hannibal". Aqui, Hopkins esta incrivelmente afinado, com uma força de vontade muito boa e uma concentração inquebrável. Helen Mirren, não é novidade para ninguém que entrega uma boa performace a cada filme que faz, e se com "A Grande Mentira" eu ja defendia uma indicação ao Oscar pra ela, depois de ve-la no papel de Alma Reville, estou convencido que Helen Mirren não quer morrer, sem antes vencer seu segundo Oscar. Como Alma, Helen mostra toda sua versatilidade ao compor um personagem tão difícil como esse, que exige uma preparação muito grande da atriz que a interpreta. E se não Meryl Streep, ninguém melhor que Helen Mirren para interpreta-la, porque mesmo sendo esnobada do Oscar, Helen compõe mais uma personagem de peso no seu currículo, além de uma performace memorável.Além dos protagonistas, não podemos deixar de falar da linda Scarlett Johansson, que parece estar brincando em cena, esbanjando confiança e simpatia. Numa performace tão leve e bonita de ser ver. Ela é mais uma, que enquanto não ganhar um Oscar, não vai descansar tão cedo. Jessica Biel tenta ao máximo mostrar que não é apenas "bonitinha", porque aqui, ela conquista um papel que oportuniza-a deixar para trás uma performace terrível de "O Vingador do Futuro" e mostrará (no mínimo que aparece) que ela é sim, uma boa atriz, apenas necessita de roteiros melhores que recebe. Então se você quer assistir um filme de extrema qualidade, que possui uma produção artística impecável e com performaces incríveis, veja "Hitchcock" esse final de semana.

 

Dica: veja "Hitchcock" e depois veja "The Girl", pois é praticamente uma sequência não declarada.

Nota: 10

Dezesseis Luas

Infelizmente rotulado de "o novo Crepúculo", "Dezesseis Luas" carrega nas costas enormes responsabilidades e pressões, feitas não só pela Warner Bros., mas por toda uma seita chamada de Twihards (os fãs de Crepúsculo), que não só exigem uma "continuidade" da saga, mas também novos "Roberts Pattinsons","Kristens Stewarts" e "Taylors Lautners". E isso, a adaptação dos livros de Kami Garcia e Margareth Stohl não entrega, mas faz melhor, muito melhor.
Lena Duchannes possui uma herença que se revelará no seu aniversário de 16 anos, ou seja, quando completar suas Dezesseis Luas, o poder do mal ou o poder do bem envocarão sua natureza, sendo assim, escolhida para servir o lado do bem (na qual sua família faz parte) ou o lado do mal (que sua prima e mãe fazem parte), mas algo de muito errado pode acontecer se ela se apaixonar por um ser humano, o que (felizmente ou infelizmente) acontece.
Segundo a sinopse acima, você concluirá que esse filme não merece sua atenção, até porque o filme é lançado não para contar histórias, mas sim, para que a Warner Bros. possa fisgar a lucrativa seita dos fãs de Crepúsculo. Porém, é aí que esta o grande erro, pois o filme não esta preocupado em ser bom, contar boas histórias ou conseguir uma boa aprovação da crítica, o filme esta aqui, exclusivamente para ter uma bilheteria gorda e tornar Alice Englert e Alden Ehrenreich, atores pré fabricados para que a terrível Hollywood juvenil os engula e os transforme em jovens bonitos cheios de fãs chatos que não viram nenhum dos seus filmes anteriores, porque se você perguntar para algum (demente) fã de Kristen Stewart qual filme que ela fez antes de se "tornar" famosa com "Crepúsculo", este fã certamente te responderá que ela fez sua estreia no cinema na Saga, nem cogite em ouvir "O Quarto do Pânico" ou "Na Natureza Selvagem".
Quando "Dezesseis Luas" se preocupa em fazer sua próprio marca, ele consegue ser um filme de grande qualidade, mesmo que a história parece fantasiosa e muito bizarra. É a primeira vez que uma história de bruxas me agrada, porque em "João e Maria: Caçadores de Bruxas" esperava bruxas mais sofisticadas e "bonitas", mas o que vimos la, foram demônios muito mal feitos, assim como o filme em si. No entanto, "Dezesseis Luas" traz bruxas muito bonitas e bem vestidas, que me agradaram muito.
O elenco é outro diferencial que merece sua atenção, mesmo que você seja um daqueles preconceitosos que ao olhar o Trailer ou a sinopse dizem as famosas pérolas de um ignorante: "Ah, não gostei, não vou assistir". Alden Ehrenreich se mostra um ator em ascenção capaz de assumir a responsabilidade de assumir o personagem poucos dias antes do início da filmagem. Tendo em vista os trabalhos que Alden fez antes desse, como "Tetro" de Francis Ford Coppola e "Segredos de Sangue" (que enfim chega este final de semana nos EUA), podemos concluir que nos entregará trabalhos muitos bons e performaces melhores a num futuro próximo, melhor que Robert Pattinson (com certeza). Alice Englert entrega um trabalho melhor que Kristen Stewart em "Crepúsculo", pois mesmo pálida, Alice mostra um bom senso de humor, e não se acanha ao contracenar com gigantes como Emma Thompson,Viola Davis e Jeremy Irons. Ela será grande um dia. A veterana Eileen Atkins esta muito divertida como a vó da família, conseguindo repetir seu sempre grande feito de nos fazer rir com um ar irônico. Margo Martindale merecia um papel maior e melhor, mas aqui, ela reforça a tese que ela consegue interpretar qualquer papel, independentemente se seja real ou não. Emmy Rossum é sem dúvida a melhor do elenco jovem. Mesmo que Alden e Alice estando bem, Emmy esta confiante,soberba,divertida e formidável. Já os grandes nomes, Viola Davis finalmente apresenta o motivo de quase aparecer careca na cerimônia de entrega do Oscar em 2012. No entanto, ela não surpreende apenas pelo corte de cebelo, mas por acreditar na sua personagem e no filme que participa, sempre deixando o maior espaço possível para os jovens atores aparecerem. Jeremy Irons esta super avontade como o patriarca da família que adora tocar Chopin, deixando bem claro que ainda
não esta morto, e continuará a entregar bons trabalhos e salvar filme medonhos (como "As Palavras"). Por fim, Emma Thompson esta um assombro, interpretando dois papéis, a vencedora de 2 Oscars esta indiscultivelmente bem, maravilhosamente divertida e (sem sombra de dúvida) emplacando como sua melhor porformace desde "Nanny McPhee e as Lições Mágicas".
Também temos, além de um elenco muito competente, o melhor figurino dos filmes de 2013 até o momento, (melhor até que "Caça aos Gângsters"), efeitos visuais belissímos (mesmo que em certos momentos deixe um pouco a desejar), a fotografia de Philippe Rouselot também é muito boa, a direção de arte feita pelos mesmos que fizeram a da "Saga Crepúsculo" melhora muito, e a maquiagem é sublime, sem ser exagerada ou que deixe de ser passada despercebida.
Cabeça Aberta? Sem nada para fazer no fim de semana? Fã de Emma Thompson? Adora uma história de bruxas? Vá ao cinema agora mesmo assistir "Dezesseis Luas", porque mesmo que os americanos não tenham dado o devido valor para o filme, acredito que você é uma pessoa inteligente.
Gostaria de ver "Dezessete Luas", mas acredito que com o péssimo resultado das bilheterias, a sequência ficará na gaveta por um bom tempo.
Nota: 8,0

As Palavras

Eu sei,esse filme ja saiu de cartaz a meses, mas em breve ele será lançado nas locadoras,então com essa crítica espero convence-lo que as aparências enganam. E muito.

E se você pretende locar esse filme,compra-lo pelo sistema On Demand de sua TV a cabo ou é pobre como todos nós e vai baixa-lo na internet,deve saber que não é porque o filme tem um elenco ótimo (com exceção de Bradley Cooper) que o longa é bom,aliás ja se foi o tempo que olhavamos para o elenco e tínhamos certeza que o filme era bom. E aqui  não é diferente, ja que mesmo com Jeremy Irons,Zoe Saldana,Olivia Wilde,Dennis Quaid e J.K Simmons o filme erra tanto,que da pena de um elenco tão bom receber críticas tão duras.

Rory Jansen é um escritor fracassado,isso até o próprio aceita,mas na sua lua de mel em Paris sua esposa (a esforçadíssima Zoe Saldana) compra uma bolsa vintage para ele carregar seus textos e o notebook de trabalho. Porém,numa noite que as palavras não veem a cabeça,ele decide vasculhar seus papéis e acaba encontrando,na bolsa vintage, uma história realmente boa. Então,ele fica entre publicar e não publicar,mas quando toma a decisão, o verdadeiro escritor do livro volta para tomar satisfações com ele.

Mas o que vocês não sabem é que essa história faz parte do romance escrito por Clay Hammond (Dennis Qauid),que após o lançamento do livro acaba se envolvendo com uma universitaria chamada Daniella (a sempre linda Olivia Wilde).
Não,não é só você que achou isso muito confuso,nós também achamos, até porque no filme são três histórias: o autor do livro,a história do escritor fracassado, e por fim a história do livro roubado,ai você imagina o tamanho da bagunça. Porém,não seria tamanha balbúrdia se tivéssemos um bom roteiro,assim como em "A Origem" que também tinha varias histórias entrelaçadas,mas que tinha uma pequena diferença,era ótimo e bem organizado.
E o maior problema disso vem (é claro) dos roteiristas,que também são diretores. Brian Klugman e Lee Sternthal que contriburiram com o roteiro de "Tron: O Legado",que também não era muito bem das ideias,escrevem aqui uma história que tem uma ótima ideia,mas que não foi bem executado e escrita,porque em certo ponto da história não sabemos quem esta contando a história,quem esta atuando-a,ou quais personagens fazem parte da história. Além de falta de coerência,os diálogos são flacidos e sem qualquer fundamento, a direção é tão amadora que não sabe como terminar uma das histórias,deixando uma ou outra inacabada,mas o elenco se esforça,e como se esforça para que o trabalho de resultados,mas infelizmente nem eles conseguem salvar.
Bradley Cooper esta numa fase ótima da carreira,indicado ao Oscar por "O Lado Bom da Vida" (que será lançado no Brasil dia 08/02),sendo escolhido para vários papéis: esta no novo filme de Danny Boyle - "The Place Beyond The Pines" e nos futuros projetos de Cameron Crowe e David O. Russel, mas se você é um leitor assíduo deste blog,sabe que meus personagens favoritos deste ator são: Phil de "Se Beber,Não Case" e Eddie Morra de "Sem Limites",mas infelizmente aqui,por mais que ele se esforce,ele não consegue entregar uma boa atuação o máximo que ele consegue,é fazer um drama frustrado de iniciante,que ele não. Zoë Saldana merece o prêmio esforço do ano,ja que ela tenta colocar Bradley certinho em cena e tenta salvar o filme,mas desses ela não consegue nenhum resultado,o que ela consegue fazer é o de sempre,entregar uma brilhante atuação,como ja é de costume. Jeremy Irons esta impecável,mas uma atuação brilhante na sua carreira,porque conseguir tornar um personagem ruim de um texto tão pobre (para vocês terem uma ideia o nome do seu personagem é "The Old Man"),em algo interessante e atrativo,é coisa de mestre. Olivia Wilde tem me preocupado,porque desde que "House" teve sua vida cruelmente assassinada pela Fox,Olivia tem feito trabalhos pouco interessantes para a filmografia de uma atriz em ascenção,como "Cowboys & Aliens",que lá nem ela se salvava,apenas Harrison Ford se dava ao trabalho de entreter,mas aqui podemos de dizer que ela tenta e se sai melhor do que "Cowboys & Aliens". E por fim,Dennis Quaid que me decepcionou ao escolher um trabalho como esse, para dar continuidade a sua carreira que tinha se reerguido depois de um tão divertido e gostoso "O Que Esperar Quando Você Esta Esperando",mas aqui,ele volta ao nível de "Soul Surfer" e "Legião": caricato,forçado e sem graça.
Então é isso,uma idea tão boa,mas que infelizmente caiu nas mãos erradas e (consequentemente) um elenco sensacional é desperdiçado,que no qual tenta salvar o filme,mas apenas Zoë Saldana e Jeremy Irons conseguem dar algum crédito a ele.
Ironicamente,faltam muitas palavras aqui.
Nota: 5,0

Um Divã Para Dois

Sou muito suspeito para falar dos filmes de Meryl Streep,até porque vocês ja sabem que falou em Meryl,falou comigo e falou mal de um de seus filmes,vai arrumar briga comigo,então todo e qualquer elogio exagerado presente nesta crítica,apenas entende que é o fã falando mais alto que o crítico.
Bom,depois de nossa diva ganhar o Oscar por "A Dama de Ferro",eu (como todo fã) ja sabia qual seria seu próximo projeto,que inicialmente era entitulado de "Great Hope Springs",mas acabou sendo diminuido para apenas "Hope Springs",e o que mais me preocupava era a escolha do seu parceiro de cena. E num belo dia,descobri que poderia ser Jeff Bridges (um dos meus atores preferidos),com isso fiquei muito contente com a decisão da Sony Pictures,porém uma semana após,foi anunciado a contratação de Tomy Lee Jones para o papel. Sinceramente,no início fiquei um pouco desanimado,não pelo Tomy,mas sim pela possibilidade do meu sonho se tornar realidade,bem porque sempre achei que os dois (Meryl e Jeff) tem uma ótima química.
No entanto,minha repulsa foi totalmente ridícula,porque temos aqui, um dos filmes mais sinceros e divertidos sobre relacionamento,desde (olha a coincidência) "Simplesmente Complicado".
Maeve e Arnold Soames estão mais separados que juntos,mesmo estando civilmente casados,porque para vocês terem uma noção eles se deram de presente de casamento,um novo plano de TV a cabo. Mas,preocupada com a situação do seu matrimônio,ela decide ir a procura de ajuda para melhorar sua relação com o marido.  Entretanto,numa livraria ela acha um exemplar do livro sobre casamento do Dr. Bernie. e vai a fundo para descobrir quais milagres esse consultor pode fazer com seu casamento.
Aqui,o que mais me surpreende (além dos atores) é o roteiro escrito por Vanessa Taylor,que capricha no bom humor,sinceridade e maturidade,sem ser piegas,infantil ou mentiroso,sendo assim é um roteiro muito bem escrito. Que só para constar deveria ter sido reconhecido. Lembrando que para uma estreante, não é um bom roteiro,é uma obra prima. Já direção do ótimo David Frankel,que ja trabalhou com Meryl no ótimo "O Diabo Veste Prada", sabe como ninguém dirigir uma comédia. É claro que depois de "O Grande Ano" ele pode não ser levado tão a sério,mais depois de "Um Divã Para Dois" é inconcebível não aceitar David Frankel como um ótimo diretor de comédia.
Meryl Streep acho que despensa comentários.Tomy Lee Jones esta muito engraçado,nunca pensei que viria um ator tão sério e competente,me fazer rir,ainda mais numa dramédia.E Steve Carrel,pode não estar demonstrando seus dotes cômicos,mas só de olhar esses três atores em cena,ja da muita vontade de rir,ainda mais quando eles falam de sexo,ai mesmo,é delicioso.
Você deve assistir....o quanto antes...não...vá agora.
Nota: 10

Um Sonho Possível
Isso pode parecer meio engraçado, mas sempre gostei de Sandra Bullock desde “Miss Simpatia”,e aqui, como juntaram,Sandra Bullock,Kathy Bates,Lily Collins,história real de superação no esporte e baseado no livro de Michael Lewis,não pude deixar de conferir. A boa notícia é que isso tudo funciona bem,mas não é uma obra-prima que merecia a indicação a melhor filme.Tudo Bem,também considero esse filme um dos melhores do ano,porém não entre os dez melhores,nessa vaga colocaria “A Última Estação”,aquela obra prima que conta a história de Leon Tonstoy e de sua esposa Sofya Tolstoy,que rendeu indicações ao Oscar para Helen Mirren e Christopher Plummer.
A grande sacada de John Lee Hancock (o diretor) é não deixar o filme se apoiar no sentimentalismo, (deixa isso por conta do público, porque não são poucas as cenas que podem te levar as lágrimas) e constrói uma boa história de superação, é claro que é aquela velha história que todos nós já sabemos como termina, mas e daí? Não vejo problema de (quase) sempre repetir a mesma dose se for por uma boa causa, ou seja, fazer um bom filme.
Por mais que goste, idolatre e tenha adorado e aprendido muito com sua Julia Child,Meryl Streep seria a minha segundo opção naquele ano e Sandra Bullock fez por merecer esse Oscar.Uma interpretação madura e muito diferente dos seus outros trabalhos,Sandra constrói uma Leigh Anne Touhy (a mãe adotiva de Big Mike) no formato mais semelhante possível da mulher moderna: sem papas na língua,independente,armada,madame e rica.Antes que me esqueça,Sandra é mais bonita loira do que morena.
Tim Mcgraw é o que menos gosto do elenco, sempre dependendo de Sandra Bullock em cena para parecer mais seguro, estraga um bom trabalho de elenco,do mesmo jeito que fez em “Onde o Amor Esta!”  é melhor ele continuar na música Country.Kathy Bates sempre com a mesma qualidade,sabe muito bem fazer o que a personagem precisa,a combinação certa de melodrama com bom-humor,bem ao estilo Bates.
Os grandes destaque aqui são, a direção e o roteiro de Lee Hancock que soube colocar boas doses de humor negro no texto de Sandra Bullock e mesclar com a história melodramática de superação.E o merecido Oscar para Sandra Bullock.
Sinopse: O adolescente Michael Oher sobrevive sozinho, vivendo como um sem-teto, quando é encontrado em uma noite fria por Leigh Anne Tuohy. Tomando conhecimento de que o garoto é colega de turma de sua filha, Leigh Anne insiste que Michael — que veste apenas bermuda e camiseta em pleno inverno — deixe-a resgatá-lo da rua. Sem hesitar por um momento sequer, ela o convida a passar a noite em sua casa. Vivendo no novo ambiente, o adolescente tem de encarar outros desafios. E à medida que a família ajuda Michael a desenvolver todo o seu potencial tanto no campo de futebol americano quanto fora dele, a presença de Michael na vida da família Tuohy conduz todos por uma jornada de autodescoberta.
Nota: 9,5

Espelho,Espelho Meu

Foi com grande ansiedade que aguardei esse filme,desde o dia que fora anunciado e ganhado seu primeiro trailer.E tal ansiedade se resultou numa expectativa que só um filme a altura poderia satisfazer minha expectativa,mas tenho uma boa e uma ma notícia,a boa é que o filme me satisfez,mas a má é que foi por pouco.
Para esse ano temos duas versões para o clássico da Branca de Neve (escrito pelos irmãos Grimm) mas com temáticas bem distintas,um resolve traçar o enrendo perante uma guerra entre Rainha Má e Branca de Neve,e no outro aborda o conto de uma maneira mais animada,divertida e bem-humorada,porém é nesse "bem-humorado" que o roteiro cheio de boas intenções erra,pois além de ter muitas piadas afiadas,os roteiristas preferem apelar para o mais seguro e passar uma mensagem educativa para as crianças (isso começa pelas várias vezes que os protagonistas prezam o "por favor").
Espero que ano que vem Julia Roberts seja reconhecida pela sua interpretação como Rainha Má,porque ela nunca esteve tão avontade desde "Uma Linda Mulher",esse papel foi (com certeza) a escolha certa para viver a Rainha Má.Lily Collins teve muitos momentos que teve a chance de se destacar,mas preferiu não arriscar,(não se preocupe,isso se resolve com o tempo).Armie Hammer estava meio travado devido a presença de peso de Julia Roberts,mas nos momentos que ele estava sozinho em cena,fazia um trabalho redondinho.Nathan Lane é um ator que quase ninguém lembra,mas quando não é Julia Roberts nos fazendo rir,Nathan Lane com sua ótima versatilidade,não nos deixa serm dar gargalhadas.
Tarsem nunca fez um filme bom,porém com esse aqui,ele da sinais de melhora,mesmo não se dedicando como se deveria,porque ao invés de transportar o público para o reino encantado,nós ficamos apenas no bosque onde "A Fera" faz suas vítimas.O roteiro como ja falei acima,erra ao ser muito infantil e não se arriscar em coisas maiores,além da classificação livre.Se tivéssemos um pouco mais de maturidade quem sabe seria um conto de fadas perfeito,ja que o elenco esta pronto para fazer isso.
O figurino de Eiko Ishioka,certamente deixara a disputa pela estatueta de melhor figurino,no ano que vem mais difícil para Collen Atwood,que vai concorrer por "Sombras da Noite" ou "Branca de Neve e o Caçador".O que mais me surpreendeu foi o ótimo envelhecimento que a equipe de Maquiagem deu em Julia Roberts nas cenas finais do filme,estão de parabéns todos os maquiadores e cabeleleiros do elenco.
Se tivéssemos uma direção mais ajustada e um roteiro não tão infantil e desprovido de boas ideias para encerrar um filme,quem sabe não daria um dez.Os meus destaques vão para Julia Roberts,Nathan Lane,aos maquiadores e uma homenagem a Eiko Ishioka que antes de morrer deixou este legado para nos estarmos saboreando agora.
Ótimo filme para levar ver com seus filhos no feriado
Sinopse:Baseado em um dos contos mais famosos dos irmãos Grimm: Branca de Neve e os Sete Anões, 'Espelho, Espelho Meu' traz a Rainha Má, que assume o controle de um reino e exila a princesa de lá. Que recebe a ajuda de sete anões na tentativa de conquistar o seu direito ao trono, em uma aventura cheia de ação.
Nota: 8,5

Gonzaga - De Pai Pra Filho

Programar a estreia de "Gonzaga - De Pai Pra Filho" junto com "007 - Operação Skyfall" era uma tática vista como suícidiu.Ainda mais porque o ano de 2012 não esta sendo nada gentil com filmes nacionais,e aqui estamos falando de drama e não comédia.
A boa notícia,é que "Gonzaga - De Pai Pra Filho" se tornou a terceira maior (e melhor) bilheteria do cinema nacional,o que (logicamente) torna a estratégia de colocar o filme junto com "007 - Operação Skyfall" uma ótima estratégia de marketing e de público,que na falta de interesse em ver mais um filme aos moldes de Hollywood,compra o ingresso para assistir um filme sobre a história de um monumento nacional.
E assim como todos os projetos que a Rede Globo/Globo Filmes desenvolveram,este trabalho é tão excelente quanto "Maysa" (minissérie),"Dalva & Herivelto" (minissérie),"Dercy - De Verdade" (minissérie),"2 Dois Filhos de Francisco" (filme),porque se formos analisar detalhadamente cada filme,todos tem suas qualidades específicas,mas que em conjunto possuem,o mesmo intuito: apresentar verdadeiramente (não como fez "Lula,o Filho do Brasil") a vida dos ídolos que este país ja teve e (se Deus quiser) continuará tendo.Mas em comparação com "2 Filhos de Francisco",considero esse filme muito melhor,seja em níveis técnicos quanto textuais,por apresentar com toda a calma e beleza,a incrível história de vida de Luís Gonzaga.
O roteiro narra a história de Luís Gonzaga desde o início de sua carreira: cantando em pequenas festas da cidade para poder ganhar alguns trocados para impressionar a filha do coronel da cidade (Domingos Montagner,numa participação soberba),o que por algum motivo que não vou falar qual é,não da certo e ele acaba fugindo de casa para retornar a Exu (sua cidade natal),letrado,rico,e com condições de dar uma vida melhor aos pais.Passados anos,podemos ver Luís Gonzaga fazendo sucesso e conhecendo a mulher de sua vida,que (por um acidente ou não) acaba gerando Luís Gonzaga do Nascimento Júnior (o Gonzaguinha),o primeiro filho de Luís Gonzaga,que apartir daí retratará o relacionamento de pai e filho.
Posso dizer com segurança que o roteiro é o principal destaque do filme,que mesmo não apresentando diálogos primoros como fez "O Palhaço",temos aqui tudo o que gosto: um roteiro que aproveita os fatos históricos presentes no período retratado no filme,como as vários revoluções durante o século XX e a Ditaduta Militar.Além disso,da espaço a todos os personagens se desenvolverem como deve,e (melhor de tudo) deixar a critério do telespectador decidir quem estava certo e quem estava errado na história,pai ou filho? Quem decide é (você) telespectador.
O trabalho dos atores também merece ganhar destaque: Adélio Lima (versão velha de Gonzaga),Chambinho do Acordeon (Versão adulta de Gonzaga),Nanda Costa,que aqui esta muito melhor que na novela.Sílvia Buarque,como a segunda mãe de Gonzaguinha,que sempre apresenta performaces invejáveis.Roberta Guelda,constroi uma Helena muito poderosa,sem ser caricata ou superficial.E como os pais de Gonzaga,Cyria Coentro e Claúdio Jaborandy protagonizam cenas emocionantes e muito poderosas.
Outro destaque,que desde "2 Filhos de Francisco" ja era perceptível,é a belissíma fotografia que consegue retratar exatamente o clima árido e a caatinga típicos do Nordeste Brasileiro.
Mais um obra-prima do cinema nacional,assista,você não vai se arrepender.Parabéns a Breno Silveira,mais um belo trabalho.
Nota: 9,5

Indicados ao Oscar 2013

Melhor Filme

Indomável Sonhadora
O Lado Bom da Vida
A Hora mais Escura
Lincoln
Os Miseráveis

As Aventuras de Pi
Amor
Django livre
Argo
 
Melhor Diretor
 
Michael Haneke, por Amor
Benh Zeitlin, por Indomável Sonhadora
Ang Lee, por As Aventuras de Pi
Steven Spielberg, por Lincoln

David O. Russell, por O Lado Bom da Vida

Melhor Ator
 
Bradley Cooper, por O Lado Bom da Vida
Daniel Day-Lewis, por Lincoln
Hugh Jackman, por Os Miseráveis
Joaquin Phoenix, por O Mestre
Denzel Washington, por O Voo

Melhor Atriz
 
Jessica Chastain, por A Hora Mais Escura
Jennifer Lawrence, por O Lado Bom da Vida
Emmanuelle Riva, por Amor
Quvenzhané Wallis, por Indomável Sonhadora
Naomi Watts, por O Impossível

Melhor Ator Coadjuvante
 
Alan Arkin, por Argo
Robert De Niro, por O Lado Bom da Vida
Philip Seymour Hoffman, por O Mestre
Tommy Lee Jones, por Lincoln
Christoph Waltz, por Django Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
 
Amy Adams, por O Mestre
Sally Field, por Lincoln
Anne Hathaway, por Os Miseráveis

Helen Hunt, por As Sessões
Jacki Weaver, por O Lado Bom da Vida
 
Melhor Filme estrangeiro
 
Amor
Não
War witch
O Amante da Rainha
Kon tiki
 
Roteiro Original
 
Michael Haneke, por Amor
Quentin Tarantino, por Django livre
John Gatins, por O Voo
Wes Anderson e Roman Coppola, por Moonrise Kingdom
Mark Boal, por A Hora Mais Escura
 
Roteiro Adaptado
 
Chris Terrio, por Argo
Lucy Alibar e Benh Zeitlin, por Indomável Sonhadora
David Magee, por As Aventuras de Pi
Tony Kushner, por Lincoln
David O. Russell, por O Lado Bom da Vida 
 
Melhor Animação
 
Valente
Frankenweenie
ParaNorman
Piratas Pirados!
Detona Ralph
 
Melhor Trilha Sonora 
 
Mychael Danna, por As Aventuras de Pi
John Williams, por Lincoln
Dario Marianelli, por Anna Karenina
Alexandre Desplat, por Argo
Thomas Newman, por 007 - Operação Skyfall

Melhor canção original
 
Before My Time do filme "Chasing Ice"
Everybody Needs a Best Friend do filme "Ted"
Pi's Lullaby do filme "As Aventuras de Pi"
Suddenly, do filme "Os Miseráveis"
Skyfall do filme "007 - Operação Skyfall"

Melhor Fotografia
 
Anna Karenina
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 - Operação Skyfall

Melhor Figurino
 
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador
 
Melhor Documentário
 
Cinco Câmeras Quebradas
The Gatekeepers
How To Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugarman

Melhor Curta de documentário
 
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor Edição
 
Argo
As Aventuras de Pi
Lincoln
O Lado Bom da Vida
A Hora Mais Escura

Melhor Maquiagem
 
Hitchcock
O Hobbit: Uma Aventura Inesperada
Os Miseráveis

Melhor Direção de Arte
 
Anna Karenina
O Hobbit: Uma Aventura Inesperada
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln

Melhor Curta de animação
 
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Heads over Heels
Maggie Simpson in "The Longest Daycare"
O Avião de Papel

Melhor Curta-metragem
 
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow
Henry

Melhor Edição de Som
 
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi 
007 - Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Melhor Mixagem de som
 
Argo
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 - Operação Skyfall

Melhores Efeitos Visuais
 

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
As Aventuras de Pi
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Comentários dos Indicados:  Ano passado,muitos críticos reclamaram que foi a pior lista de indicados em ano,enquanto eu,por mais que reclamasse de alguns esquecimentos como Leonardo DiCaprio por "J.Edgar" e Michael Fassbender por "Shame",estava convencido que era sim,uma boa lista. Infelizmente,não posso falar o mesmo deste ano.
Assistino a transmissão do canal E!,eu fiquei muito nervoso com algumas coisas,vamos começar na categoria de Melhor Filme: Porque diabos,eu vejo indicações para "Amor" e "Indomável Sonhadora" e não vejo para "O Mestre","O Voo","Moonrise Kingdom" e "007 - Operação Skyfall"? Gente,foi um ano ótimo para o cinema e a academia indica apenas 9 longas? Na Categoria de Melhor Direção vemos o maior desastre em anos,porque segundo sindicato (lista divulgada ontem),os possíveis indicados seram os certos,como Kathryn Bigelow por "A Hora Mais Escura",Tom Hooper por "Os Miseráveis" e Ben Affleck por "Argo".Mas o que eu vejo nestes indicados são os mais improváveis nomes,David O. Russel (que deveria ficar apenas com a indicação em roteiro),Michael Heneke por "Amor" (de novo) e Benh Zeitlin por "Indomável Sonhadora".Agora eu pergunto? Estes indicados estão aqui por que são os melhores? Ou a academia esta fazendo a vontade do Cinema Francês? Porque tanto "Indomável Sonhadora" quanto "Amor" foram aclamados em Cannes. Em Melhor Ator,a maioria esta certa,menos o nome de Bradley Cooper,que ao invés dele,tínhamos que ter ou Richard Gere por "A Negociação" ou Ethan Hawke por "As Sessões". Ja as Indicados em Melhor Atriz,conseguiram ser piores que a de Melhor Diretor,aonde estão os nome de Helen Mirren por "Hitchcock" e Marion Cotillard por "Ferrugem e Osso",que novamente sai injustiçada da corrida.PORQUE DIABOS UMA CRIANÇA DE 9 ANOS ESTA INDICADA? Não estou dizendo que ela não merece,mas sinceramente,qual é a perspectiva que temos desta criança? Ela fara papeís futuros? Fará filmes? Assim como Jean Dujardin ano passado que ganhou injustiçadamente de George Clooney,que até agora não lançou nenhum filme novo. Mas o que estou querendo dizer é: Será que vale realmente a pena investir numa criança? Não há dúvidas que Emmanuelle Riva fez uma ótima interpretação,mas ela não deveria estar indicada,por ter atrizes que mereciam tal reconhecimento,porque vale lembrar que em outras premiações,como a dos críticos e do cinema francês,reconheceram seu trabalho indicando-a na categoria. Quvenzhané Wallis e Emmanuelle Riva não eram para serem indicadas,quem realmente merecia era Mario Cottilard com "Ferrugem e Osso",Hele Mirren com "Hitchcock" ou Rachel Weisz com "The Deep Blue Sea". 
Nas categorias dos coadjuvantes o estrago foi maior,em Melhor Ator Coadjuvante,eu não indicaria Robert De Niro,pelo simples fato dele ter feito péssimos filmes ultimamente e agora que faz um com qualidade,todos ficam babando por ele,eu indicaria Matthew McCounaghey por "Magic Mike" ou Javier Bardem por "007 - Operação Skyfall".
Em Melhor Atriz Coadjuvante,me pergunto aonde estão as indicações de Susan Sarandon por "Jeff e as Armações do Destino" e Nicole Kidman em "The Paperboy",tiraria Jacki Weaver  que por mais que eu idolatre a nossa querida australiana que fez uma obra prima chamada de "Reino Animal",outras atrizes mereciam mais.
Em roteiro,"Looper - Assassinos do Futuro" ficou de fora,porque "Amor" roubou sua vaga, e em roteiro adaptado "As Vantagens de Ser Invisível",ficou de fora por causa de "Indomável Sonhadora",olha que coincidência.
Por onde anda a indicação de "A Origem dos Guardiões" em Melhor Animação? Não que "Piratas Pirados!" não merecia,mas sinceramente.
Alexander Desplat fez um trabalho de mestre em "A Hora Mais Escura",mas ja sendo reconhecido por "Argo",ja vale.
Por último,melhor canção original,senti falta de "Not Running Anymore" de Jon Bon Jovi para "Amigos Inseparáveis" e "For You" de Keith Urban para "Ato de Coragem".
Nos elogios,tem o reconhecimento dos figurinos de "Espelho,Espelho Meu" e "Branca de Neve e o Caçador",além de Amy Adams com "O Mestre",a ótima canção de Norah Jones para "Ted" e o reconhecimento de "Anna Karenina" nas categorias técnicas.
É Senhoras e Senhores,a Warner Bros. ficou chupando o dedo,sem "A Viagem" e sem "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge".

Para Mais Acesse: http://desperateformovies.blogspot.com.br/

De Pernas Pro Ar 2

Não adianta,o gênero que o brasileiro gosta de ver do cinema nacional é a comédia.Ponto.Mas especificamente aquelas que possuem temáticas relacionadas e sexo e atores da televisão,mas porque sera que esse filmes são os que o público idolatra e a crítica torce o nariz? Não sei,há tempo que tento entender essa queda de braços entre crítica e público,mas quando falamos das comédias mais rentáveis de 2012,sou obrigado a ceder para o público,porque mesmo boicotando joias como "Xingu","Paraísos Articiais" e "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios",o público sabe prestigiar boas comédias nacionais,a exemplo de "E Aí....Comeu?","Até Que A Sorte Nos Separe","Os Penetras" e "De Pernas Pro Ar 2".
E como ja falamos desses três primeiros (a crítica de "E Aí...Comeu?" será publicada em breve),falemos então da ótima continuação do longa lançado em 2010 - "De Pernas Pro Ar 2".
Nesta continuação vemos Alice,que por mais que tenha jogado o celular na água no final do primeiro filme,cena a lá "O Diabo Veste Prada",e prometido que não trabalharia tanto,ela esta de volta,só que mais workaholic que antes,porque agora ela esta na eminência de abrir sua primeira loja em Nova York. Porém,devido as multi tarefas do dia a dia,Alice passa mal e é levada pelo marido para um spa,que aparentemente serveria para desestressar,mas ao encontrar um cara (Ricardo) que (aparentemente) possui seus mesmos problemas e dar um orgasmo na chefe do spa,Alice consegue escapar do lugar e enganar marido e o filho.
Com isso,ela engana a todos e leva toda a família,mais a divertida empregada Rosa para Nova York,para inaugurar a loja 101 em Nova York,o problema é que ninguém sabe desse pequeno detalhe,só Marcela sua empresária.
Temos ai uma história simples demais para a melhor abertura de um final nacional de 2012,certo? Certo,a menos que estejamos falando de um enorme apelo de público do primeiro filme e o beneficio do ótimo "boca-a-boca" o que eu é o caso deste longa. E por isso,é totalmente aceitável a loucura dos brasileiros estarem em busca de horários para assistirem  "De Pernas Pro Ar 2",porque elas não veem esse tipo de entretenimento desde 2011 quando o primeiro filme saiu de cartaz,e é totalmente aceitavel que tenhamos um terceiro filme,porque ainda tem muita coisa para tirar deste material e muita piada a ser contada.
Mas esse sucesso não seria possível se não fosse pelo timing de Ingrid Guimarães,que mesmo não tendo ajudado "Totalmente Inocentes" a ser tornar um sucesso, ela sabe como fazer as pessoas rirem,demonstrando que os brasileiros estão cansados de "Casseta & Planeta" e "Pânico",o público quer algo mais divertido,leve e (principalmente) familiar,porque o que seria da comédia bobagem sem ajuda dos adolescentes e das crianças arrastando os adultos para os cinemas?
Além de Ingrid,o elenco de apoio ajuda muito,Maria Paula (a sócia de Alice,Marcela) esta cada vez melhor,mesmo que tenha aparecido menos que no primeiro filme,ela consegue se desprender do terrível trabalho que a lançou na televisão,o "Casseta & Planeta",e mostra que é muito mais que (como diria Tony Ramos) belas pernas. Outras duas mulheres ajudam muito: Denise Weinberg (a mãe de Alice),que interpretou Ruiva em "Salve Geral",um dos melhores papéis e performaces de sua carreira,aparece mais nesta continuação e mostra que também faz comédia,quase tão bem quanto fez drama em "Salve Geral". E por último,Cristina Pereira (a Rosa) que  protagoniza uma das melhores cenas do filme (a do "fork"),esbanjando carisma e bom humor.Ela esta ótima em cena. Ja os homens,não fazem feio,principalmente Luís Mirada,que interpreta a (ótima) sátira ao jogador Vagner Love.
O diretor Roberto Santucci,merece o título de "O Homem da Comédia do ano",porque fazer comédias como essas (ele é diretor deste filme e do primeiro,além de "Até Que A Sorte Nos Separe") e arrastar milhões de pessoas ao cinemas de todo país,merece ser aclamado (como ja esta sendo). E se como realizador ele é ótimo,como diretor,não faz feio,porque ele sabe o quer,que tipo de história contar,sem ser eufemista ou controvérsio,além de deixar os atores livres em cena,muitas vezes deixando-os fazerem o que eles sabem de melhor: Comédia.
Então é isso,uma comédia leve e familiar que fala de sexo de uma maneira divertida sem ser boba ou fútil,com um elenco que sabe o que esta fazendo em cena,com uma ótima equipe de participações especiais que vão de Christine Fernandes á Rodrigo Sant'anna,com um bom diretor e um roteiro que por mais buracos que tenha,é bem amarradinho para que o público não perceba as eventuais falhas.
Que venha o terceiro,Alice em Paris e gr.....assista o filme e saiba o que é.
Parabéns.
Nota: 8,0

A Negociação

Estava muito ansioso para ver esse filme,não por causa da possível indicação de Richard Gere ao Oscar,mas pela curiosidade de ver Susan Sarandon num novo papel e numa nova chance de receber um papel de destaque.Infelizmente,Susan continua com seus papéis pequenos e quase sem nenhuma finalidade,como foi no entediante "O Solteirão",no delicado "Um Olhar no Paraíso" e no familiar "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme",mas a boa notícia é que mesmo nesses papéis pequenos e simplórios,Susan mostra que não esta para brincadeira.Mas a má notícia é que ela não é reconhecida por essas interpretações,o que provavelmente vai se repetir esse ano, mesmo tendo feito "A Viagem","Jeff e as Armações do Destino" e "A Negociação".
No entanto,Susan não é a única que merece o reconhecimento,Richard Gere também merece todo e qualquer reconhecimento,mas sobre o elenco,falarei mais a baixo.
Neste bom roteiro escrito por Nicholas Jarecki vemos Robert Miller,um importante homem de negócios que aparentemente possui a vida dos sonhos: mulher bonita,dinheiro,filhos bem empregados e educados,dono de uma empresa lucrativa e por ai vai,mas o que você não sabe é que o Sr. Miller possui um affair com uma fracassada parisiense que cisma em ser pintora,mas que numa aventura entre Sr. Miller e Julie (a artista fadada ao fracasso),acaba ocorrendo um acidente e Julia vai a óbito. O que para o investigador/investigador Michael Bryer será uma questão de horna por o culpado na cadeia,que no caso é o Sr. Miller,que fara de tudo para não ser pego,e muito menos levar a empresa para o buraco.
Ficou curioso para saber o que acontece com a família Miller? Quer Saber se o filme terminará do jeito que você esta pensando? Então assista ao filme,simples assim.
Nesta sinopse vemos uma história que pode,muitas vezes,ser considerada batida pelo simples fato de termos dinheiro sujo envolvido e uma história sobre ética e jogos políticos,mas gostaria de lembra-los que num filme desses,o roteiro (por mais competente que seja) depende muito da atuação do seu elenco,assim como "A Dama de Ferro" e "O Homem Que Mudou o Jogo",e (consequentemente) sem a presença de Richard Gere e Susan Sarandon seria impossível esse material ter a qualidade que tem,porque se esse projeto caisse em mãos erradas,"A Negociação" não passaria de mais um filme sem personalidade e sem a menor graça.O que felizmente não acontece, ja que mesmo sendo iniciante,Nicholas Jarecki soube escalar o elenco certo.
Se com o roteiro ele soube como fazer,na direção ele acerta,mas não tão bem quanto o roteiro,porque é clara  tentativa de Nicholas em não tornar o filme um dramalhão sobre dinheiro como Oliver Stone fez com "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme",mas ele acaba fazendo um filme light demais,ou seja,sem cenas fortes,sem cenas muito carregadas (a única,é uma briga de casal),porque da onde um filme com uma história dessas o personagem título pede leite ou invés de Vodka ou Whiski? Aonde estão as bebidas caras? O humor negro? E o Sangue sendo derramado?
Mas com certeza,o melhor do filme esta em cena,porém com enfoque maior em Richard Gere,que pelo que estou vendo será esquecido pelo Oscar novamente na sua melhor interpretação da carreira,num personagem custruido aos poucos,com uma personalidade forte,uma presença ótima em cena.Com certeza, esse é o papel que Richard precisava para por sua carreira nos eixos novamente,porque mesmo com um bom papel em "Codinome Cassius 7",ele não sai da sua zona de conforto,mas aqui,ele mostra porque deve ser considerado um ator de nome. Tomara que seja indicado na próxima quinta feira. Ja Susan Sarandon se encaixa na fase de Richard,não nas más escolhas,mas de não ser reconhecida pelos seus projetos,como ja falei no início desta postagem essa maravilhosa atriz fez excelentes projetos esse ano,mas não será reconhecida por mero carpicho do sindicato e da academia.Tim Roth melhora muito desde "Lie To Me",mas isso não quer dizer que ele esteja espetacular,ainda precisa melhorar muito para poder se afirmar como um ator de cinema,felizmente ele esta no caminho certo. Quem rouba minha atenção em certas cenas é Brit Marling,que esta no ponto certo para o papel,uma atriz que mostra segurança e confiança em si mesma,sem deixar acanhar-se pela prensença de Richard Gere ou Susan Sarandon,certamente não deixarei de acompanhar seus trabalhos futuros.
Querendo um bom thriller para começar o ano numa boa pilha? "A Negociação" ainda esta em cartaz. Aproveite.
Nota: 9,0

A Dama de Ferro

Sou sempre meio suspeito a falar de filmes com Meryl Streep,mas como fui ao cinema e aplaudi de pé o filme,tenho quase uma obrigação de comentar sobre esse filme e dizer que vocês são obrigados a ir ao cinema para ve-lo,mas atenção antes estude ou de uma lida sobre Margaret Thatcher para saber o quão perfeito é a interpretação de Meryl Streep,o jeito de andar o jeito de falar e tudo isso,como já falei,se chama perfeição.

A diretora é a mesma que trabalhou com Meryl em “Mamma Mia! – O Filme” e infelizmente ela é o único problema do filme, porque por mais que ela tenha feito um bom trabalho em “Mamma Mia” e ganhado vários prêmios na Broadway, ela não sabe dirigir um filme sério, não sabe o que colocar no filme, ou seja, na parte do filme que nós chamamos de pós-produção,Phyllida não coloca o que é importante e o que não é esta la.É um filme muito pequeno para contar a história de Margaret Thatcher,esse filme tinha que ser um de pelo menos mais de duas horas,assim como “Tudo Pelo Poder” e “Água Para Elefantes” que foram filmes pequenos para o tamanho da história a ser contada.

No final chega a ser um pouco superficial,porque a diretora não chega a focar na greve dos sindicatos,na sua tentativa de assassinato e até mesmo a guerra das Malvinas,que quem não sabe nem imagina que é contra a Argentina ou a localização da ilha que se localiza pouco abaixo da Argentina.
Vocês podem até reclamar que vou elogiar direção de arte, fotografia, figurino e trilha sonora por que é um filme com Meryl Streep,mas esta enganado,porque como vocês já viram falei mal da direção,mas enfim,a fotografia e direção de arte ajudam o filme num tom meio sombrio da Inglaterra do século XX,um clima meio que melancólico ou pós-guerra fria,figurino segue a mesma linha da direção de arte e fotografia,Consolata Boyle (figurinista) opta por tons mais escuros e sombrios,mas não deixam de lado a admiração de Margaret Thatcher pelo azul,a trilha sonora de Thomas Newman é um ponto positivo a parte porque é um trabalho tão bem feito que se o filme fosse só Meryl Streep e a trilha sonora já estava bom.
Além de reconhecer a forte e sólida interpretação de Jim Broadbent,o BAFTA ainda reconheceu o ótimo roteiro de Abi Morgan (a mesma de “Shame”) e quando digo “reconheceu” é que foram indicados.O roteiro de Abi Morgan consegue muito bem ressaltar a pressão,o sofrimento,as alegrias,os desafios que Margaret Thacher teve que enfrentar até a sua chegada no cobiçado cargo de primeira-ministra da Inglaterra.Infelizmente não foi reconhecido no Oscar.
A direção é capenga, o roteiro é ótimo e com bons diálogos, a interpretação de Meryl Streep é perfeita e memorável como sempre, o elenco de apoio ajuda bastante e os detalhes técnicos são um show a parte.Alguém quer mais alguma coisa?
Nota: 9,5

Game Change - Virada no Jogo

As opiniões são divididas quando falamos da eleição americana de 2008,uns criticam McCain por trazer Sarah Palin para ser sua vice,e tem outros que apoiam a ideia de que sem Palin,McCain não teria conseguido nem metade dos seus votos conquistados.E se você me perguntar qual das duas apoio,fico com a segunda ideia,porque além de achar Sarah Palin uma pessoa desbocada e ignorante,ela é uma excelente no que faz,pois pra que político melhor do que aquele que consegue convencer qualquer tipo de pessoa,a votar nele,mesmo não sabendo ao certo aonde é a Rússia?
E é claro que uma eleição tão cheia de “viradas de jogo”, pegadinhas e humor negro,teria que ganhar um filme.E tenho o prazer de dizer que “Game Change – Virada de Jogo”,consegue não só transportar o telespectador para 2008,mas também não deixa de mostrar o que realmente acontecia por trás da campanha.
Além da maravilhosa história,o filme tem muitos atrativos,sendo que o principal deles é uma certa Julianne Moore,que perdendo apenas para Jessica Lange,faz a melhor atuação feminina nesta ano na televisão,uma atuação cristalina e confiante,fazendo o telespectador se perguntar,qual é a verdadeira Palin.
Além de Julianne,temos o ótimo,mas apagado,Ed Harris que por menos que apareça,consegue entregar uma boa interpretação de John McCain sem ser caricato.Temos também o versátil Woody Harrelson que mostra a Hollywood que ele esta preparado para qualquer tipo de papel,seja o assessor político de John McCain (nesse filme),ou como um policia corrupto (em “Um Tira Acima da Lei”),ou até mesmo como um caçador de zumbis (em “Zumbilândia”),é um ator que esta merecendo ser reconhecido o quanto antes,porque daqui a pouco,ele caira nas comédias rasgadas ou nos terríveis filmes B.E para fechar,Sarah Paulson,que sinceramente quando assisti esse filme em Maio ou Junho,não sabia quem essa atriz era,ou se tinha alguma relevância para o mundo do entretenimento,mas só depois de assistir a sua participação em “American Horror Story”,percebi o quão boa Sarah é,mesmo não demonstrando sua capacidade neste filme,preferindo fazer o mínimo,ou seja,não deu o melhor de si.
O roteiro possui diálogos primorosos, que quando destaca algum “politiquês”,o filme não é interrompido para uma breve explicação,mas sim continua no fluxo.
Outra coisa boa nesse roteiro é não sair julgando o passado,se foi bom ou não Sarah Palin entrar na eleição,ou se era melhor McCain ter sido mais participativo na sua campanha,ou até mesmo se o humor feito por Tina Fey afetou o resultado das eleições.Além é claro de conseguir retratar exatamente o que aconteceu durante aquele período,tanto que Sarah Palin chamou o filme de repugnante quando o assistiu,sinal de que,Danny Strong (o roteirista) acertou em cheio na abordagem.
Esse filme só deu certo,por causa de uma pessoa,não,não é Sarah Palin,mas sim Jay Roach,que cumpre muito bem com seu ofício de diretor,de integrar ao máximo sua equipe e fazer de um possível escâdalo,um entretenimento de ponta.
É um dos melhores filmes que vejo em anos,e não,não estou sendo sensacionalista,apenas realista. :D
Nota: 10 - Excelente