Good bye May, Hello June...

 

Não vou começar reclamando de como maio foi péssimo e de quantas brigas e surtos de ciúme eu tive, nem dos meus quase processos judiciais. Nem foi tudo isso, eu ganhei um livro lindo e meu salário foi muito bem gasto, eu até brinquei de ser DJ numa formatura de verdade.

Mas, Junho tá aí, cheios de páginas em brancos e coisas boas pra fazer, é um convite para brigar menos e ler mais. Ah, e comprar um suéter de cashmare...

Hello June, que venham mais notas altas na universidade e que eu consiga achar um cup cake por menos de três dígitos na Maria Doce. Que as brigas por besteira eu deixe passar e que o Dia dos Namorados seja emocionante e marcante pra ele, em especial, pra ele. Que venham mais baladas decentes que não cheire a maconha porque me dá dor de cabeça. Que cessem as brigas políticas pra que sobre mais tempo pra fazer piadas e rir na vam. Que pare um pouco o frio, só um pouco, pra eu usar meus short's de cintura alta.

Welcome June... Traga mais amor e Frapucchinos pra mim e pros meus amores, que o mês do amor faça jus ao nome...

 

Depois dos dezoito

Balzac deve teve ter se esquecido de falar sobre nós. Duvido que uma mulher de trinta tenha tantos problemas e crises como uma de dezoito. Impossível. A de trinta é mais madura e sabe lhe dar com trabalho, casa, filhos, estudos e nem precisa se preocupar com rugas ainda. Mas, e nós?

Chegando a essa fase da vida nós nos deparamos com uma encruzilhada de escolhas, em que precisamos optar por uma e abrir mão da outra.

A universidade:

Não preciso me preocupar em gastar um ano com cursinho, passei direto, no curso que eu queria, no campus que eu sempre sonhei. Cheguei ao auge, ao topo da montanha no quesito estudo e eu não paro de reclamar. Provas, seminários, mais provas e seminários.

Às vezes nos esquecemos de tudo que conquistamos e do lugar que chegamos.

Há quem diga que somos mal agradecidos, por um lado até concordo, mas nesse ponto da vida caem sobre nós milhares de responsabilidades, papeladas que temos que deixar em dia, documentos que vem do correio no nosso nome. Talvez ainda precisássemos de uma forcinha da mamãe.

Os relacionamentos:

Ah, esses namorados. Parece que quando chegamos mais perto de sermos gente grande, eles vão querendo ser bebê. O meu – pelo menos – é a carência em pessoa e me quer o tempo todo cuidando dele, deve ser a crise da universidade, insegurança frente aos boys da “educa” de short’s curtos e pernas grossas.

A pior parte são os pais. Querem ver nós filhos voando, sendo independentes e responsáveis, mas quando chega o ponto crucial, eles dão pra trás. Vai entender...

A auto estima (ou falta dela):

Essa nossa era de redes sociais acaba com a auto estima de qualquer uma. Por que nossas fotos não ficam iguais as daquela menina do blog? Não é justo.

Querendo ou não, o mundo nos influencia e o espelho cobra sempre mais do que podemos oferecer.

 

Só sei de uma coisa, é um tempo de altas reclamações e depressões, de compras e comer doce, de culpas e todos e dormir o dia todo. Uma passagem de menina à mulher. Assustadora, porém, única!

Como não temos manual, o importante é manter a calma, pois de crise em crise chegaremos poderosas à época de Balzac.

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O Reino Encantado das Pinhas

 

Foi em meados de 2005 que eu decidi onde seria o meu futuro. Eu mal sabia o que queria ser quando crescer, mas tinha certeza qual era o lugar que ia me formar – UFSCar.

E isso não foi a toa, não foi só por passar por ela todos os dias, eu também passava pela USP e pelas Uniesquinas, mas lá tinha algo diferente.

Com o passar do tempo descobri que meus melhores formadores vieram de lá, que lá tinha um bosque, tinha pinhas, tinha um lago... Fui visitar algumas vezes e descobri como atravessar a trilha, ir ao restaurante, pra biblioteca. Descobri os melhores lugares pra namorar.

Em 2012 eu troquei minha casa pela escola, assisti intermináveis aulas de física, palestra sobre o Mercocul, teatros sobre os livros da Fuvest, lia tudo que os jornais lançavam sobre mudanças na correção do ENEM ( que mais uma vez deixou a desejar).

Agora estou aqui! No auge! No Reino Encantado das Pinhas, na minha tão sonhada UFSCar...

Só tenho a agradecer a Deus, aos meus pais e professores, também aos meus amigos e namorado (delícia) que me apoiaram...

PS: Não poderia esquecer – CHUPA CAASO!!!

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A primogênita

 

Nunca pensei em ser blogueira, aliás, internet nunca foi algo vital pra mim. Também não me lembro de como eu tomei essa decisão, mas lembro que foi em uma noite fria de abril.

O Garota Folhetim nasceu de um conjunto de críticias da minha ex professora - "Você tem que parar de escrever sobre como você odeia os homens". Sim, na época eu os odiava. Como toda adolescente com o coração partido, eu jogava minha amargura e ódio no papel, até que tinha uma coletânea de textos depressivos.

Eu precisava crescer na escrita, conter minha dor e abrir minha mente, foi aí que comecei a fazer críticas. Crítica de livros, de pessoas, de política, da mídia. E cresci... Cresci a ponto de voltar a fazer crônicas sobre relacionamentos de um modo divertido e bem humorado, além de alguma com dedicatória. Foi a porta de entrada pra tudo, desde muitos elogios até a universidade.  

Aprendi a mudar o cenário, colocar vídeos e até um botãozinho de curtir. Agora que minha primogênita está lindíssima, nada mais junto que mostrá-la aos novos leitores... 

Divirtam-se ~> garotafolhetim.webnode.com/blog/

 

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Sim, eu amo fotografar...

Eu amo fotografar, pronto, falei! Não sou profissional, não tenho equipamentos de HD e essas coisas modernas que deixam você com cara de rica, mas eu dou um jeito e todo dia tem clicks por aqui.

O Momento Mulherzinha de hoje se trata exatamente disso, noções básicas pra quem gosta de fotografar e não dispõe de muita coisa. Aí vai, divirtam-se...

- Não se iluda, sua câmera é capaz!

Tenho uma Sony Cyber-shot de 16.1 mega pixels e é só fuçar um pouco no menu que ela faz milagre. Pra começar, programe sua câmera pra que ela foque na pessoa da frente e desfoque o cenário, isso faz uma diferença enorme.

Não é em todas as fotos que você precisa de flash, cuidado com o brilho, ele nem sempre favorece.

- Aviso aos navegantes...

Sua foto não precisa sair perfeita, pra isso existem os Editores.

Tire mil fotos e salve apenas uma.

-Triagem, por favor!

Na hora de postar suas fotos nas redes sociais, escolha apenas as fotos que ficaram realmente boas, por isso a importância de tirar mil fotos e salvar apenas 2 ou 3.

- Se joga, Bee...

Não tenha medo de experimentar coisas novas. Saia da frente do espelho e esqueça as fotos posadas. Fotos de ponta cabeça, foto de sapatos, fotos de pijama, sim, são válidas e podem ficar ótimas e originais. Vale quase tudo, desde que seu estilo predomine.

Inspirem-se com meus click's de hoje...

(Fotos tiradas por Mim *O*)

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#amiga #remember #risadas 

 

Acabo de chegar em casa e não contendo meus risos, cara de boba e bochechas coradas, decidi escrever sobre a vergonha do dia.

Sai com minha melhor amiga achando que iríamos à uma lojinha qualquer, comprar presentes pra nossa loirinha que está morando sozinha em São Paulo. Ao final da avenida tenho a brilhante ideia de perguntar “onde nós vamos, amiga?”.

Foi aí que a minha taxa de glicose caiu ladeira abaixo: “vamos à loja do Giovanni, ops, esqueci de avisar.”

“Como assim? E você me avisa só agora?”

Caímos na risada e eu não pude conter a minha ansiedade. Era ele, o próprio, Giovanni, meu ex casinho e agora? “Calma, amiga ainda faltam três quarteirões”.

Ao fim do ultimo quarteirão, eu prendi a respiração e entrei na loja. Lá estava ele, barba por fazer, olhos de Botticelli... Do jeito que eu o havia deixado. Quem nos atendeu foi seu irmãozinho e minha ex sogra adorável. Escolhemos uma caneca com cheirinho de cupcake e enquanto a sogrinha fazia o embrulho ele me observava.

Eu estava tão nervosa e estática que nem notei, mas segundo minha amiga, fui muito bem encarada. Apenas espiei de canto de olho, suspirei baixinho e algumas lembranças voltaram à tona. 

Não me acho capaz de explicar o que houve ali. Não era amor, nem nada do tipo. Não era algo físico, mas não também não era emocional. Talvez deva ser algo mal encerrado e uma pontinha de quero mais. Ah, mas eu me contento com os efeitos colaterais e o frio na barriga que isso causa, mas descer do salto e me jogar nos braços dele, isso não. Os olhos azuis, bastam...

 

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PONTO DE PAZ...


Domingo de manhã, nesse friozinho que tomou conta da região, minha maior necessidade é dormir até tarde, como qualquer pessoa em sã consciência. Eu, por outro lado decidi experimentar algo novo, uma caminhada com o pequeno trajeto de 6 Km!!! Isso mesmo, troquei o sossego da minha cama por uma caminhada de 6 Km. Há quem diga que é uma loucura, pois foi a melhor escolha que eu fiz. Revi grandes amigos que não via há tempos, respirei ar puro, movimentei o corpo, repus as energias gastas em uma semana cheia de aulas difíceis. Pude pensar em outras coisas, admirar a paisagem e me distrair. Pois é, mais uma paixão passada de pai pra filha... Semana que vem tem mais!

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Rastro de perfume

 

Estava tudo escuro no meu quarto, eu estava tentando dormir. Era tudo silêncio, só ouvia a água cair do chuveiro, pois alguém estava no banho. Até que sem mais nem por que, meu celular começa e vibrar. Era ele.

“Estou aqui em frente sua casa.”

Era muito arriscada a minha ida até ele, muitas portas barulhentas iriam ranger quando eu passasse por elas e as demais pessoas iriam notar minha falta em algum momento. Mas eu fui; com todo o meu medo eu fui.

Cheguei até a última porta, que dava acesso à rua, espiei e vi o carro dele, um pouco de neblina e o carro dele. O estofado era macio, tinha cheiro de coisa nova, um típico Dodge Polara 73 na cor azul metálico. Um clássico.

Espiei para ver se não tinha outra pessoa por perto e dei sinal para ele se aproximar.

“Entra aqui, assim ninguém vai ver...” – eu disse, puxando-o pra dentro de casa.

Nunca vi pupila mais dilatada nem pulsação tão forte, os olhos que eram azuis num instante estavam pretos e eu quase podia ver os vasos sanguíneos no fundo deles. Nem pude terminar a frase e já estava de corpo todo para fora de casa, antes mesmo de dar mais uma conferida na vizinhança. Meu pulso na mão dele, meu rosto no rosto dele, minha boca na boca dele.

E o resto? O ranger das portas, o vento contra, as más línguas, a inveja alheia? Tudo se dissolveu num beijo, pairava sobre nós a ousadia e insanidade de duas almas apaixonadamente dissimuladas.

Ele me prensou, como era de costume, uma última vez sonhe seus lábios atrevidos, até abrir os olhos e me encarar feito quem acaba de cometer um delito.

“Você é louco?” – foi a primeira coisa que eu disse quando meus pés voltaram a tocar o chão.

“Sou, por você!!!”

E então ele virou-se e foi embora, deixando um rastro de perfume. Assim a magia caiu por terra e eu fui obrigada a retornar à vida real, onde ninguém acredita que se pode tocar céu, como ele me fez acreditar...

 

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Enigma, claro, como o do poeta

 

Acho que já estou pronta pra revelar o segredo. Tempero baiano. É esse o segredo pro molho da macarronada ficar, sabe, diferente, com aquele toque especial.

Agora que eu revelei meu segredo, alguém pode me contar o enigma da fidelidade?

Porque nesses anos todos em que minha vida amorosa está ativa, já ouvi milhares e milhares de desculpas para uma traição e, confesso que eu fingi que acreditei em várias delas. Certa vez me disseram “mas ele tem artrite reumatóide e lupos, dá um desconto?”. Olha só, porque não disse antes? Eu não gostaria que você me traísse, mas já que ele tem lupos, tudo bem, coitado, vai lá dar prazer pra ele. Mas que poesia, soa nos meus ouvidos como o som do mar, beira Carlos Drummond. Uma desculpa assim, na lata, sem o mínimo de decência ou vergonha na cara. Mais imunda e covarde do que um pedido de desculpas.  

Já ouvi também “é só um amigo que não vejo há três anos.” Então é por isso que você teve que comer cumprimentar ele. E fica tudo certo? Fica tudo lindo depois? NÃO! POIS NÃO FICA! E eu vou ensinar a vocês o porquê não fica.

Nenhuma mulher (ok, nós homens também, mas as mulheres são mais importantes) deve ser tratada como praça pública. Nós não podemos ficar entrando, saindo, sujando, pisando quando bem entendermos. Não podemos, elas não são feitas pra isso, com exceção das Panicats e Garotas Legendárias. Trair é um ato covarde, de pessoas mal amadas que nunca provaram de um sentimento maior. É um ato infame, porco, que mendiga por horas de sentimento e desejos falsos. É falta de ética. De caráter. De coração. É falta de ser Homem.

Trair é bom? Eu me pergunto, porque ainda não tive a indecência de experimentá-la. É bom? Satisfaz? Compensa? Se valesse a pena, o ato e as conseqüências, não seria chamada de Traição e eles não voltariam com o rabinho entre as pernas, arrependidos. Mas como diria Arnaldo Jabor “A mulher precisa de um motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.”

Sabem, o difícil nessas horas é ser poeta, ter sentimentos vivos que pulsam e respiram. Se não fosse poeta seria mais fácil, se eu fosse um soldado da segunda guerra tiraria de letra, mas sou apenas um poeta com um enigma nas mãos.

Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.” ( Friedrich Nietzsche)

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Cheiro de cigarro

 Minha mão cheira a cigarro. Depois de tanto tempo, tanta luta contra o vício, tanta gente pedindo pra eu parar e me afastar, continuo na mesma. Luta contra o cigarro? Não, antes fosse. Meu único vício é meu antigo amor.

Estão, a todo custo, tentando me tirar dele, orações, ameaças, mães de santo, reza braba, até que bloqueei ele da minha vida (ou das redes sociais) o que dá no mesmo.

O que todos ainda não sabem foi do rolo que isso deu, além das minhas olheiras e noites sem dormir, tive uma grande surpresa. Ele me procurou todo fofo e igualmente falso, fui fria e estúpida, o máximo que consigo ser com alguém que amo, até magoá-lo profundamente. Disse todas as verdades esclarecidas e todas as minhas suspeitas, saí do salto, disse poucas e boas, até deixá-lo desolado, sem saber qual motivo de tanta bravesa. Ele percebeu que estava bloqueado e a partir daí começaram as discuções. Brigamos até não poder mais, até cansar a cairmos sem fôlego no chão.

Resolvi amolecer e aceitar as desculpas, eram boas. Resolvi deixar ele lá, livre pra me bajular e me fazer mudar de ideia.

Alguns dias se passaram e eu já estava pronta para falar mal e imaginar que ele estava com outra, num motelzinho de esquina, bebendo cerveja quente, até que ouvi o ronco da caminhonete. Ele veio me ver...

Foram algumas horinhas pra matar a saudade e adiar o dia que, enfim, eu irei esquecê-lo.

Enquanto isso, eu continuo escrevendo e sentindo o cheiro dele, de cigarro e perfume, que ainda está na minha mão...

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Um pouco dos Clássicos

 

"O amor, acreditava ela, devia chegar de repente, com grandes brilhos e fulgurações - tufão dos céus que cai sobre a vida, revira-a, arranca as vontades como folhas e carrega para o abismo o coração inteiro." (Madame Bovary)