Game Change - Virada no Jogo

03/01/2013 22:31
 
As opiniões são divididas quando falamos da eleição americana de 2008,uns criticam McCain por trazer Sarah Palin para ser sua vice,e tem outros que apoiam a ideia de que sem Palin,McCain não teria conseguido nem metade dos seus votos conquistados.E se você me perguntar qual das duas apoio,fico com a segunda ideia,porque além de achar Sarah Palin uma pessoa desbocada e ignorante,ela é uma excelente no que faz,pois pra que político melhor do que aquele que consegue convencer qualquer tipo de pessoa,a votar nele,mesmo não sabendo ao certo aonde é a Rússia?
E é claro que uma eleição tão cheia de “viradas de jogo”, pegadinhas e humor negro,teria que ganhar um filme.E tenho o prazer de dizer que “Game Change – Virada de Jogo”,consegue não só transportar o telespectador para 2008,mas também não deixa de mostrar o que realmente acontecia por trás da campanha.
Além da maravilhosa história,o filme tem muitos atrativos,sendo que o principal deles é uma certa Julianne Moore,que perdendo apenas para Jessica Lange,faz a melhor atuação feminina nesta ano na televisão,uma atuação cristalina e confiante,fazendo o telespectador se perguntar,qual é a verdadeira Palin.
Além de Julianne,temos o ótimo,mas apagado,Ed Harris que por menos que apareça,consegue entregar uma boa interpretação de John McCain sem ser caricato.Temos também o versátil Woody Harrelson que mostra a Hollywood que ele esta preparado para qualquer tipo de papel,seja o assessor político de John McCain (nesse filme),ou como um policia corrupto (em “Um Tira Acima da Lei”),ou até mesmo como um caçador de zumbis (em “Zumbilândia”),é um ator que esta merecendo ser reconhecido o quanto antes,porque daqui a pouco,ele caira nas comédias rasgadas ou nos terríveis filmes B.E para fechar,Sarah Paulson,que sinceramente quando assisti esse filme em Maio ou Junho,não sabia quem essa atriz era,ou se tinha alguma relevância para o mundo do entretenimento,mas só depois de assistir a sua participação em “American Horror Story”,percebi o quão boa Sarah é,mesmo não demonstrando sua capacidade neste filme,preferindo fazer o mínimo,ou seja,não deu o melhor de si.
O roteiro possui diálogos primorosos, que quando destaca algum “politiquês”,o filme não é interrompido para uma breve explicação,mas sim continua no fluxo.
Outra coisa boa nesse roteiro é não sair julgando o passado,se foi bom ou não Sarah Palin entrar na eleição,ou se era melhor McCain ter sido mais participativo na sua campanha,ou até mesmo se o humor feito por Tina Fey afetou o resultado das eleições.Além é claro de conseguir retratar exatamente o que aconteceu durante aquele período,tanto que Sarah Palin chamou o filme de repugnante quando o assistiu,sinal de que,Danny Strong (o roteirista) acertou em cheio na abordagem.
Esse filme só deu certo,por causa de uma pessoa,não,não é Sarah Palin,mas sim Jay Roach,que cumpre muito bem com seu ofício de diretor,de integrar ao máximo sua equipe e fazer de um possível escâdalo,um entretenimento de ponta.
É um dos melhores filmes que vejo em anos,e não,não estou sendo sensacionalista,apenas realista. :D
Nota: 10 - Excelente