Reação em cadeia.

16/03/2013 01:03

                                           

 Assisti a um documetário hoje na faculdade chamado "Sequestro" e... bom, o nome já basta para entenderem o tema deste post.

No contexto histórico temos a antiga União Soviética vivendo o pós Guerra Fria, sem dinheiro e subsídios para manter seus partidos comunistas. Daí surge uma onda de sequestros que se discemina pelos países onde o comunismo e os regimes totalitários estão despontando: América Latina e alguns países do Leste europeu.

 Aqui no Brasil não foi diferente, pois na época vivíamos a tão polêmica ditadura, onde os guerrilheiros sequestravam as pessoas, normalmente da classe média-alta e que tivessem uma certa influência política, para estorquirem suas famílias e manterem as guerrilhas e seus partidos comunistas.

 Década de 1990 chegou, ditadura brasileira já acabou, alguns regimes ditatoriais ainda se mantêm na América Latina e uma minoria na Europa, porém os sequestros não acabaram. Todos os presos políticos, aqui, são mandados para a prisão comum com bandidos comuns. Conhevnhamos, aconteceu uma falha muito grande do sistema democrático e capitalista em fazer isso pois estava construindo, desta maneira, uma rede infindável de crimes orgazinados.

 Sabemos que o que move o mercado negro brasileiro é o tráfico de drogas e entorpecentes, e estes sequestros são feitos e planejados para manterem este mercado. Bandidos comuns que precisam "arranjar grana" para pagar "aquela boca de tráfico" ou "aquele traficante" e se livrarem da dívida de drogas. E para onde vai todo o capital adquirido com a venda ilegal de drogas? Para o financiamento de mais bocas e traficantes, mas, principalmente, para financiar guerrilhas e partidos comunistas. Estes guerrilheiros compram suas armas e munições de quem mesmo? Da antiga Uniãoo Soviética que, por acaso, já foi a maior produtora mundial no mercado bélico. E então o ciclo se repete. 

 Temos, sim, um crime político-social pois presos políticos não deveriam ter sido mandados para celas comuns com bandidos comuns. Mas temos também um ambiente favorável ao bandido comum, que não deixa de assumir uma condição de vítima quanto à desigualdade social que sofre e à marginalização a que é submetido, sobrando-lhe apenas o tráfico, na grande maioria dos casos.

 Estes bandidos - vítimas de uma má formação do sistema - sequestram vítimas inocentes que têm sua liberdade privada, sua vida ameaçada, seu psicológico estraçalhado e sofrem torturas físicas terríveis. A família dessas vítimas passa a sofrer junto elas, na angústia por não saberem onde seus entes queridos estão e ainda têm que manter a "calma" para negociarem com os criminosos, com o intermédio da Divisão Anti-Sequestro (D.A.S.).

 O documentário mostra que temos uma polícia muito competente nesta área que, não só é capaz de negociar com bandidos e invadir cativeiros, como também dá todo o acompanhamento especial à família da vítima. Porém, quando os sequestradores são presos toda a magia de justiça acaba aí porque o mandante do crime, na maioria dos casos não está nas ruas, está na cadeia e dá ordens de lá de dentro. Eles são presos, julgados, ganham o auxílio do governo de R$ 900,00 para a família (com o dinheiro que sai do nosso bolso) e depois podem sair da prisão tendo cumprido um terço da pena, com bom comportamento. E isso se repete, o ciclo continua e não vai parar. Há gente muito grande e influente por trás disto e é uma terrível reação em cadeia.

 

Nota: quem tiver uma horinha disponível e quiser assistir ao documentário é só clicar no link >>> www.youtube.com/watch?v=R6lGJHGWF9Y.